quinta-feira, 5 de março de 2009

E daí, se excomungaram?

Eu não sabia, mas no fim do ano passado, ouvi o jornalista espírita Jávier Godinho contando que Jesus só pregou durante três anos e que nenhum dos grandes historiadores da época o citam em seus textos. Daí a gente se pergunta: como, em tão pouco tempo e sem nenhum recurso de mídia, esse homem fez conhecer e, principalmente, perdurar sua palavra? Elementar, meu caro: este homem falou de amor!

Agora, diante da grandeza e do ineditismo do que Jesus pregou, como pode a igreja Católica – que se acha tão dona do Cristianismo – excomungar mãe e médicos que fizeram o aborto da menina de 9 (!) anos estuprada pelo padrasto e grávida de gêmeos?! Porque ainda não vimos nenhum padre pedófilo ser excomungado? E excomungar, gente, no século 21? PELOAMORDEDEUS! Que excomunguem, então!

Já tá na hora da igreja Católica se modernizar, de perceber em que século estamos, que o mundo mudou, que camisinha e anticoncepcional são instrumentos de saúde pública. Acho, sobretudo, que a igreja Católica precisa, finalmente, entender a mensagem de amor deixada por Cristo. Num domingo desses, eu fui à Catedral assisti à missa. Durante a homilia um mendigo entrou na igreja com os braços abertos e apontados para o alto, num sinal claro de devoção. Louco ou não, inadequado ou não, esse homem não foi recebido como se chegasse em casa. Esta é a igreja de Cristo, daquele que prega o amor incondicional? Se é assim, vai ter muita gente se lixando pra excomunhão!

2 comentários:

Pablo Alcântara disse...

Ninguém realmente precisa de igreja, pastor, padre ou papa para se comungar, para estar 'em comunhão' com Deus. A igreja sustentar que tem poder pra qualquer coisa desse tipo já é um tipo de megalomania. E isso é ego. E ego é vaidade. E vaidade não tem nada a ver com o divino. É por essas e outras que a igreja é uma instituição que vai se consumindo, pode ser aos poucos, mas vai.

Mônica disse...

Oi, amiga!!! Hoje mesmo postei um texto sobre o assunto no blog. Indignação é o resumo do que sinto em relação à posição deste Bispo. Por mais que o ato simbólico da excomunhão não vá trazer consequências concretas à vida da menina e cia., no ambiente religioso do nordeste muitos o encaram como uma "pecha" e ele acaba assumindo certo peso. Mas o pior é ver um membro da Igreja representando tão mal outros católicos e comparando o ato de salvar a vida desta menina a um crime!! Em que mundo estamos??? Beijão e o jantar estava, como sempre, delícioso!!!