quinta-feira, 4 de setembro de 2008

A pé e feliz!

Amanhã é sexta-feira e a última vez que tirei o carro da garagem foi no domingo à noite para visitar um casal de amigos. Há duas semanas isso seria praticamente irreal e impensável, pois vivia alucinada, pra cima e pra baixo, dependendo do carro pra tudo. E ele complementava minha casa, era um pouco armário, biblioteca, escritório.
Não precisar tanto do carro foi o primeiro benefício da minha mudança de vida, iniciada recentemente com a troca de trabalho. Decidi não tem muito tempo que quero viver mais, ter mais tempo pra mim, para as pequenas coisas que me dão prazer; história de me sentir mais gente e menos máquina. Saio de casa todos os dias cedinho e 15 minutinhos depois estou lá, sem estresse, sem sinaleiros, sem buzinas, sem fechadas, sem gente maluca gritando com você sem te dar a chance de descobrir o porquê.
Fora me livrar do estresse do trânsito, eu faço, de lambuja, entre as idas e vinda de casa para o trabalho, 1 hora de exercício por dia sem o menor esforço. Esse tempinho precioso em que ando - coisa tão humana - higienizo minha mente, me distraio vendo as pessoas varrendo calçadas, abrindo ou fechando seus comércios, saindo de suas casas pra levar seus filhos na escola, ouço música (precioso!) e sinto o sol no rosto. Carro é útil, muito útil. É inegável. Mas, em excesso cega, atrofia e afeta os nervos.
Que gasolina que nada! Manter o carro na garagem economiza maracujina.

5 comentários:

Suspiro de uma mariposa apaixonada disse...

oi Aline!
voltei pra ler seus textos e acho que vou passar mais seguido por aqui.
Também gosto de caminhar... é quando eu realmente penso no que preciso fazer.

abraços.

Pablo Alcântara disse...

Rochellllle, seu eu pudesse num andava de carro não. Recentemente, tive que desviar 2 km do caminho que faço casa/trabalho pra poder chegar no mesmo tempo que fazia antes. São aquelas obras. E, olha, vc se livrou do carro em um dos momentos em que o trânsito tá mais insuportável 'ever'. Tá foda. Paz em cada passada. Parabéns!

Cássia disse...

Que coisa boa! Sorte a sua! Carro é coisa de país subdesenvolvido. rs Em país desenvolvido, se anda a pé, de metrô, de bicicleta, em calçadas planas, livres, andáveis, onde se pode arrastar levemente uma mala, carrinho de bebê, compras ou cadeira de rodas. Sinto muita falta de andar a pé. Às vezes tenho me atrevido a sair com o bebê no carrinho, mas é uma aventura com nossas calçadas, quando existem, obstruídas e irregulares. Mas de fato é impressionante como a gente vê o mundo de uma nova perspectiva quando caminha... Suspiro.

Deire Assis disse...

amiga, e ainda por cima vc pode dizer q não está colaborando para poluir ainda mais a atmosfera de co2...

bom conversar contigo ontem. faça seu coração ficar mais leve, assim como quer sua vida daqui pra fente. tudo dará certo no final.

bjo!

Cejane disse...

Eita vida boa...
Sentimos a sua falta na vida alucinada!
Beijos!