
Nome também conta né, gente? Pois é, apesar de eu não ter o tradicional Maria combinado com um nome bem antigo e bem feio, Aline significa fidalgo, nobre. Fino, fala a verdade? Porque vocês imaginem seu me chamo Rosilene, Gracilane, Charlene ou Rosicleide? Além do mais, como uma boa nobre, eu carrego quatro nomes, um deles em homenagem ao meu bisavô. Coisa de gente fina. E solteira. Porque casada, vou ter que acrescentar mais um. Mas, não pode ser Silva, Souza essas coisas, porque aí queima o filme, né? Ainda bem que chegou ao fim a Era Sapos!
Geeeeeente, nasci pra esse negócio de realeza, de ser princesa, rainha, essas coisas. Não, e sabe qual era minha história preferida quando criança, aquela que o príncipe, pra descobrir qual das suas pretendentes era a verdadeira princesa, colocava um grão de ervilha debaixo do colchão. Eu tinha cer-te-za que eu conseguiria descobrir a ervilha, mesmo se ela tivesse debaixo de 10 colchões fofinhos.
Ai ai, mas, olha até eu descobrir essa ervilha... santo Deus! Mas, na verdade, na verdade, na verdade, trabalho assim alucinadamente por hobby, né? Mas, com essa história, estou revendo isso. Afinal, a nova moda agora, imposta pelos parentes ingleses, é a realeza querer se misturar com seus súditos. Além do mais, valorizei meu passe, né? Também, não é todo mundo que tem alguém do ramo de Petrópolis em seus quadros. Por um bom salário, concedo a honra de ficar. Vai ser bom pra imagem.
O chato nessa história toda é que descobri que estou de luto. Meu primo de Petrópolis foi umas das vítimas do 447, que fazia Rio - Paris. Até pra morrer essa gente é fina, né não?
P.s: Se for me deixar um comentário, não esquece o Vossa Alteza, tá?