domingo, 6 de julho de 2008

Tarefa difícil

Tia Nine, eu di pra ele e ele não quis.
Mas eu já faziiiiiiiiii!
Ele vomitou no ômbinus?
Já tá chegando no supumecado?
Tá, mas eu só quero o caldinho da mojoca.
Eu gosto de fooundi!
Tia Nine, esse aqui não é o Foboyant!

É meus amigos, corrigir, diante de tanto charme, é tarefa dura pra tias apaixonadas!

2 comentários:

Rimene disse...

Thunder only happens when it's raining

Tá bem, tá bem… ansiedade deve ser uma das piores sensações que alguém pode sentir. Como disse minha amiga Gal “Por que pensar em quilômetros, se pensar em horas me deixa muito mais perto de você?”. Sábio pensamento. Mesmo que seja com espírito de Poliana. O que todo mundo deveria ter um pouquinho. Aquela da trilogia que conquistou adolescentes no mundo inteiro, algumas décadas atrás.

Não li. Mas me disseram que Poliana era excessivamente otimista, cheia de esperanças. Essa parte sou obrigado a concordar. Sem esperanças o ser humano não vive! Pense e imagine como tudo na sua vida é movido pela esperança: a esperança de um dia melhor, a esperança do fim de semana, de uma festa para usar uma roupa nova, de um emprego que lhe renda o suficiente para pagar as contas e comprar quantos relógios e óculos quiser, sem se preocupar com o limite do cartão de crédito. Esperança, muitas vezes vãs, de que os exercícios da academia vão trazer algum resultado, mesmo com a quantidade de álcool ingerida semanalmente. Esperança de um amor, que seja platônico, mas que exista uma esperança.

Foi um padre quem me disse uma vez que sem esperança o homem pode morrer. “E pode mesmo!” Concordei na hora. Se não se espera nada, viver pra que? Nada de apologia ao suicídio, mas mesmo que alguém queira dar cabo da vida é preciso “esperar” o momento certo!

Saber esperar acaba deixando a gente mais paciente. Acaba fazendo com que a gente saiba respeitar as vontades que não são nossas – e nem imagino de quem sejam! – aceitando que depois da tempestade, vem a bonança. Aí é onde a esperança vira otimismo e faz a gente ficar mais tranqüilo. Voltamos à Polly!

Dia desses, achei que senti uma pontada no peito. Imaginei que meu coração poderia ter algum problema. Uma artéria a ponto de ficar completamente obstruída, imaginei. Fui tomado por uma tensão. Uma semana de desassossego e uma bateria interminável de exames. Resultado: nadica de nada! Compreendemos que é hora de voltar à realidade e quando olhamos para trás vemos uma tempestade um uma tampinha de garrafa.

Mais uma semana e foi a vez do caminhão do lixo riscar meu carro preto, de fora a fora. Fiquei furioso, claro! Me perguntava, a caminho da oficina, onde tinha ido parar a minha esperança de ver meu carro novo, de novo! Seriam três dias a pé. Mas tive que esperar e ficou novinho em folha. De novo, tempestade e trovão em vão!

Então, pra que esquentar a cabeça se panela de pressão só serve pra cozinhar? Tudo que acontece com a gente é porque estamos em ação, esperando. Só a inércia não é incomodada! E lembre se, estamos na seca. E “thunder only happens when it's raining”. Então, espere a chuva chegar!

Kai disse...

Não "corrége", mas guarde estes tesouros linguísticos. Podemos muito aprender com eles!